Da Ghama revisita clássico de Jorge Vercillo em novo videoclipe

image
Compartilhe!

.

Da Ghama, fundador e ex-guitarrista da banda Cidade Negra, acaba de lançar o videoclipe da música “Fácil de Entender”, com participação de Edu Ribeiro. A música também está disponível nas plataformas digitais.

Separadas por três décadas, duas versões de uma mesma canção refletem diferentes momentos do Brasil. Lançada em 1996, no álbum “Em Tudo Que É Belo”, do cantor e compositor Jorge Vercillo, “Fácil de Entender” surgiu em um período marcado pela consolidação do pop/MPB e pela expansão do reggae no país.

A música atravessou gerações com sua sonoridade influenciada pelo ritmo jamaicano, incorporado nas participações dos cantores Aleh Ferreira e do próprio Da Ghama. Trinta anos depois, a balada retorna em uma releitura que se conecta aos debates contemporâneos sobre diversidade, respeito e combate ao preconceito.

A canção voltou ao repertório de Da Ghama no seu álbum “Sinal de Paz” (2020), um dos marcos da carreira solo do artista. A novidade está no alcance da letra que, através das mensagens audiovisuais ganharam uma dimensão capaz de aproximá-las das discussões sociais mais atuais, como as relações afetivas vividas pela comunidade LGBTQIAPN+. A ideia fica bem evidente neste trecho do hit – “As pessoas têm medo de se abrir. E acabarem se machucando. Eu levei tanto tempo pra falar. Mas agora estou tentando”. A narrativa do passado ganhou novos contornos e soa como um convite à reflexão sobre liberdade emocional e pertencimento.

“A minha contribuição com essa releitura é combater a violência e a intolerância”, afirma Da Ghama. E acrescenta: “A música sempre falou sobre sentimentos verdadeiros. Hoje ela também fala sobre o direito de amar sem medo”.

O videoclipe, gravado na cidade de Itanhaém, no litoral paulista, conta ainda com a participação especial do cantor Edu Ribeiro, um dos nomes mais carismáticos e expressivos da cena reggae nacional. Acompanhando a leveza da letra e da levada musical, a produção audiovisual aposta em uma estética simples e conceitual.

Para Da Ghama, a transformação da canção para os dias atuais aconteceu de forma orgânica, tão fácil de entender quanto de explicar. “Esse resgate da década de 90 busca reafirmar o poder da música de atravessar décadas e ressignificar os sentimentos. A gente usou a mesma temática do amor, só que transportando para os dias atuais, fazendo um convite à empatia e lembrando que compreender o outro é sempre um gesto simples e cada vez mais necessário no mundo”, conclui o músico.

 

 

 

 

.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *