Produtor brasileiro de reggae vence competição global de música da Moises em parceria com o astro do jazz Cory Henry
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A Moises, plataforma de música com inteligência artificial usada por mais de 73 milhões de músicos em todo o mundo, acaba de anunciar o grande vencedor do seu projeto Jam Sessions: Cory Henry Edition 2025. O concurso internacional, que conecta tecnologia de ponta e criatividade humana, teve como seu grande destaque o brasileiro Rafael Labate, de Praia Grande (SP). Ele conquistou o primeiro lugar na categoria “Best Production (Remix)”.
A competição desafiou músicos de todo o mundo a reimaginar a faixa inédita “Dance”, composta exclusivamente para o projeto por Cory Henry, ícone do jazz e funk, ex-Snarky Puppy e vencedor de cinco prêmios GRAMMY. Rafael Labate superou centenas de inscritos globais ao apresentar uma releitura que, segundo os jurados, honrou a alma da composição original enquanto imprimia uma identidade artística audaciosa e inovadora.
Como vencedor da categoria de Remix, Labate terá sua faixa lançada oficialmente por Cory Henry, recebendo crédito de artista e uma participação de 50/50 nos royalties da gravação (master).
O caminho de Rafael Labate, produtor de reggae do litoral sul de São Paulo, até um lançamento oficial com um ícone do calibre de Cory Henry, foi trilhado pela autenticidade. “O Jam Sessions me permitiu fazer o que eu faço desde a adolescência, mas em um nível que eu nunca imaginei. Minha versão de ‘Dance’ preservou a essência do Cory, mas sob a ótica do reggae, que é a minha especialidade”, afirma o vencedor.
Para o músico, a vitória é um marco geracional. “Saber que um produtor brasileiro, trabalhando em um home studio, agora tem seu nome ao lado de um vencedor de cinco Grammys é algo que ainda estou processando. A tecnologia da Moises foi a ponte que tornou esse encontro possível, eliminando barreiras geográficas e técnicas”, completa.
Anos antes de vencer o concurso, o produtor morou em Atlanta (EUA), onde assistiu a diversos shows de Cory Henry e chegou a conhecê-lo pessoalmente para pedir um autógrafo em um vinil.
Para Cory Henry, a escolha do brasileiro foi técnica, mas a história por trás da conexão tornou tudo mais especial. “O que mais me impressionou na versão do Rafael foi como ele traduziu a alma da música para o universo do reggae. Existe um fio condutor entre o gospel e o reggae, e ele capturou isso perfeitamente através do Hammond. Saber que ele já acompanhava meu trabalho em Atlanta e que agora estamos lançando uma faixa juntos mostra que não existem fronteiras para a música quando a tecnologia e o talento se encontram“, celebra o artista.
IA como ponte para a criatividade humana
A seleção dos vencedores foi um processo rigoroso que uniu tecnologia e curadoria artística. Os finalistas passaram pelo crivo de estudantes e professores da renomada Berklee College of Music, além de um painel de especialistas da indústria. A palavra final foi do próprio Cory Henry, em uma sessão de audição exclusiva realizada no icônico estúdio Mix with the Masters, em Paris.
Para Geraldo Ramos, CEO e cofundador da Moises, o sucesso do concurso e a vitória de um brasileiro reforçam a missão da empresa de democratizar o acesso a ferramentas de alta performance.
“A Jam Sessions mostrou que a inteligência artificial, quando usada de forma ética e como ferramenta de suporte, não substitui o artista, mas amplia seu palco. Ver um talento brasileiro como o Rafael Labate vencer uma competição deste nível, sendo avaliado por um gigante como o Cory Henry, é a prova de que estamos no caminho certo ao unir inovação tecnológica com a essência da música. Nosso objetivo é continuar dando aos produtores de quarto e artistas independentes o poder de criar em pé de igualdade com os grandes estúdios”, afirma Ramos.
O Brasil como celeiro de talentos musicais e tecnológicos
Além de Labate, o Brasil foi representado na final pela baixista Helena Cruz, de São Paulo. A forte presença nacional reflete o próprio DNA da Moises, fundada por brasileiros.
Eleita como “Melhor Aplicativo de Música” pelo Microsoft Store Awards 2025 e “App do Ano para iPad” pela Apple em 2024, a empresa consolida-se como o principal hub de IA para áudio no mundo, somando 15 milhões de novos usuários apenas no último ano.
O concurso Jam Sessions contou com o apoio de gigantes da indústria musical, como Fender, Ableton, Blackstar Amps e Mix with the Masters, distribuindo um total de US$50 mil (mais de R$250 mil reais, na cotação atual) em dinheiro e equipamentos profissionais.
Ouça a versão brasileira vencedora:
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Dani Pimenta é jornalista musical, DJ e produtora cultural. Está sempre atenta às tendências e novidades da música independente mundial. É fundadora e editora do Groovin Mood.
