A – Z: Dillinger

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O jamaicano Lester Bullock, mais conhecido como Dillinger – o codinome Dillinger vem de John Dillinger, famoso ladrão de bancos da década de 30, considerado public enemyda polícia dos EUA, e foi dado a Bullock por Lee Scratch Perry -, é o nome da vez no A a Z dessa semana.

O jovem Dillinger, no fim da década de 60 / começo da década de 70, era um assíduo seguidor do soundsystem de Dennis Alcapone, El Paso. Essa insistência fez com que passasse a trabalhar como DJ na El Paso, em 1971, fortemente influenciado por Big Youth, U Roy e Dennis Alcapone, sendo apelidado de Alcapone Jr., antes do batismo como Dillinger.
Parte da segunda geração de toasters em evidência na década de 70, gravou para diversos produtores, como Augustus Pablo (“Brace a Boy”), Joseph Hoo Kim (“CB 200”) e Coxsone Dodd (“Killer Man Jaro”). Alcançou o auge em 1978 com o sucesso “Cocaine in my Brain”, e aproveitando a onda lançou “Marijuana in my Brain” em 1979. Anos mais tarde, em 2004, “Cocaine in my Brain” foi parar no jogo Grand Theft Auto: GTA San Andreas, e conquistou novos fãs.

A irreverência de Dillinger, marca registrada desde o início da sua carreira, imprime às canções do artista ares de humor e erotismo. Sua extensa discografia é contraponto à relativa baixa popularidade do artista entre os ouvintes da música jamaicana. Já entre músicos modernos, parece que o pai de “Cocaine in my Brain” tem grandes admiradores: a banda The Mars Volta fez um cover de “Marijuana in my Brain” durante apresentação em 2008, despertando a curiosidade daqueles que nunca haviam escutado Dillinger.
(por Dani Pimenta)

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