Reggae brasileiro perde Sônia Soares, referência na pesquisa e preservação do gênero no país

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Faleceu na quinta-feira (1º de janeiro) Sônia Soares, uma das principais referências na pesquisa, difusão e preservação do reggae no Brasil. Reconhecida como uma das maiores colecionadoras de discos de vinil do gênero no país, Sônia teve papel fundamental na formação e consolidação da cena reggae em Belém, no Pará.

Sua trajetória teve início no começo da década de 1980, a partir da Toca do Reggae, um dos primeiros espaços dedicados ao gênero na capital paraense. Desde então, atuou de forma independente em iniciativas voltadas à valorização do reggae, à organização de acervos e ao intercâmbio cultural entre artistas, pesquisadores e colecionadores. Seu acervo reunia milhares de discos, incluindo prensagens originais e registros históricos do ritmo jamaicano, utilizados como fonte de pesquisa e preservação da memória cultural.

Ao longo dos anos, Sônia realizou viagens frequentes à Jamaica e ao Reino Unido, territórios centrais para a história do reggae. Nessas ocasiões, buscou materiais fonográficos, estabeleceu conexões com produtores e artistas e fortaleceu o diálogo entre a cena internacional e o movimento desenvolvido na Amazônia.

Além da atuação como colecionadora, desenvolveu trabalhos de pesquisa e compartilhamento de informações sobre a história do reggae, contribuindo para a formação de novas gerações interessadas no estudo do gênero e de suas conexões sociais e culturais.

A morte de Sônia Soares representa uma perda significativa para a cultura reggae no Brasil. Seu acervo e sua trajetória permanecem como registros fundamentais da presença do reggae no país e da construção desse movimento em Belém e em outros territórios brasileiros.

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