Gugs lança álbum “Fruto da Terra” diretamente da Jamaica Brasileira e reúne participações nacionais e internacionais

Gugs lança álbum “Fruto da Terra” diretamente da Jamaica Brasileira e reúne participações nacionais e internacionais

Foto: Danrley Igor

Compartilhe!

.

Diretamente de São Luís do Maranhão, o artista Gugs aproxima em seu novo álbum, “Fruto da Terra”, reggae roots, rub-a-dub, dancehall, dub, afrobeat e hip hop sem perder a cadência quente e ritualística que marca a relação histórica da ilha com o gênero.

“Quem nasce em São Luís cresce ouvindo reggae. É uma música que toca nas ruas, nos bairros, nos carros e dentro das casas. Fruto da Terra nasce justamente dessa vivência coletiva da Jamaica Brasileira”, explica o artista.

Ao longo de 12 faixas, Gugs constrói um disco com espiritualidade, identidade, permanência e memória. Inspirado pelas “pedras”, pelos rewinds infinitos das radiolas e pela cultura sound system que moldou gerações em São Luís, o álbum equilibra tradição e contemporaneidade na mesma frequência.

Fruto da Terra funciona como uma experiência imersiva dentro da cultura reggae do Maranhão. A Intro e o Interlúdio atuam como fios condutores do álbum através das falas de DJ Netto Myller, figura histórica do reggae maranhense, conduzindo o ouvinte para dentro da atmosfera dos clubes de reggae de São Luís, como se cada faixa fosse apresentada ao vivo dentro de uma radiola.

Reconhecido como um dos nomes mais potentes da música maranhense contemporânea, Gugs constrói desde 2009 uma trajetória marcada pela mistura entre rap, reggae e sonoridades afro-diaspóricas atravessadas por raízes afro-indígenas, jamaicanas e amazônicas. Após o lançamento de Mudando o Final da História (2024), álbum que ampliou nacionalmente seu alcance ao lado de nomes como Zeca Baleiro, Rapadura e Mateus Fazeno Rock, o artista mergulhou em um processo mais íntimo dentro do estúdio Coisa Nossa, selo e espaço cultural fundado por ele em São Luís, dando origem ao universo de Fruto da Terra.

As participações do álbum são extensões naturais desse percurso. Em “Segura a Pedra”, Rosy Valença e Fauzi Beydoun celebram o reggae de raiz de São Luís; “Não Desista”, com Célia Sampaio, aclamada como a “Dama do Reggae”, transforma fé em permanência coletiva; Victor Cena e Nairond aparecem em “Atins Mo Fya”, enquanto Klicia participa de “Daquele Jeito”, faixa que incorpora espiritualidade e cultura local em uma batida steppa dançante. Já “Eu e Tu”, ao lado de Gill Enes, desacelera o disco em uma love song atravessada pela maresia da ilha. Em “Não Pega”, o encontro entre Mad Professor, Joe Ariwa e Casa 13 aproxima Maranhão, Jamaica e Londres dentro da mesma vibração. Em PJL, o artista encontra Junior Dread, El Kanin e Ig Easy e celebra a força do grave.

 

 

Ao aproximar referências locais de uma linguagem global do reggae, Fruto da Terra reafirma São Luís como um dos territórios mais vivos da cultura sound system no Brasil em um disco que honra suas raízes enquanto projeta o reggae maranhense para novas conexões ao redor do mundo.

“O reggae que nasce em São Luís também conversa com o mundo. Fruto da Terra fala sobre essa conexão entre território, memória e uma linguagem que ultrapassa fronteiras”, conclui Gugs.

Ouça:

 

 

 

 

 

.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *